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  • Gilardo Matos

Vitamina D, cálcio e magnésio são mais necessários depois do 50 anos

O baixo ácido estomacal pode afetar a absorção de nutrientes, como a vitamina B12 e cálcio.



O envelhecimento está ligado a várias mudanças no corpo, incluindo deficiências nutricionais e alterações que vão desde perda muscular até o afinamento da pele e uma produção menor de ácido estomacal.


Um estudo publicado no The Journal of Nutrition descobriu que 20% dos idosos têm gastrite atrófica, uma condição na qual a inflamação crônica danifica as células produtoras de ácido gástrico. O baixo ácido estomacal pode afetar a absorção de nutrientes, como a vitamina B12 e cálcio.


Outro desafio do envelhecimento é a redução da necessidade de calorias, o que cria um dilema nutricional para os adultos mais velhos: obter mais nutrientes consumindo menos calorias. Nestas situações, o consumo de suplementos alimentares com prescrição médica e acompanhamento pode ser uma solução. Entre os nutrientes mais necessários a partir dos 50 anos de idade estão vitamina D, cálcio e magnésio.


Vitamina D


Nos últimos anos, novas pesquisas sobre a importância da vitamina D têm tomado as publicações científicas, e de acordo com os dados, a grande maioria das mulheres não está recebendo a dose mínima necessária. Um estudo recente descobriu que os adultos com os níveis mais baixos de vitamina D no sangue tinham duas vezes mais chances de morrer por qualquer causa em comparação com aqueles com os níveis mais altos.


Outros estudos associaram a ingestão adequada a taxas mais baixas de obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardíacas, pressão alta, osteoporose, depressão, certos tipos de câncer e distúrbios cerebrais, como a doença de Alzheimer. Este nutriente chave também está ligado à imunidade reforçada, ao funcionamento muscular e à prevenção de lesões. O apelido da vitamina D é “vitamina do sol” porque a exposição aos raios ultravioletas do sol ativa sua produção no corpo, mas não se deve confiar no sol como sua única fonte.


A localização, as nuvens, a poluição atmosférica, a hora do dia, o mês e o uso de filtros solares afetam a exposição aos raios UV e a produção de vitamina D. Algumas das melhores fontes naturais são salmão selvagem, ovos inteiros (a vitamina está na gema), cogumelos e em laticínios.


Cálcio


A densidade óssea diminui mais rapidamente após os 50 anos e uma em cada três mulheres nessa idade experimentará uma fratura óssea. Pesquisas demonstram que nos primeiros anos após a menopausa, as mulheres podem perder de 3% a 5% de sua massa óssea anualmente, e aumentos na ingestão de cálcio geralmente não compensam as perdas.


O cálcio também é necessário para contrações musculares, para o funcionamento do sistema nervoso e auxilia no equilíbrio ácido/básico do corpo. Enquanto laticínios podem ser a primeira fonte para muitos, existem também outras fontes de origem vegetal, incluindo folhas verdes escuras em saladas ou em sucos (que devem ser sempre preparados em um liquidificador para manter seus nutrientes), feijão, lentilhas, nozes e figos secos.


Magnésio


Um “mineral de manutenção” envolvido em mais de 300 reações corporais, o magnésio ajuda a manter a função normal dos músculos e dos nervos, mantém o ritmo cardíaco estável, ajuda na saúde do sistema imunológico, preserva os ossos e reduz o risco de derrames e doenças cardíacas.


Ele também ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue e mantém a pressão sanguínea a níveis normais. Espinafre, amêndoas, castanha de caju, feijão preto, quinoa, abóbora, gergelim e sementes de girassol são excelentes fontes.


fonte: https://www.pontaporainforma.com.br/vitamina-d-calcio-e-magnesio-sao-mais-necessarios-depois-do-50-anos/

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